Estudo Sistematizado da Mediunidade: A mediunidade desempenha papel essencial no estabelecimento da base experimental da ciência espírita e nas atividades dos centros espíritas.
Seu estudo sistemático e contínuo possibilita a correta compreensão tanto de sua natureza como de suas finalidades, habilitando-nos a dela obter seguros e produtivos resultados, com vistas ao nosso aperfeiçoamento intelectual e moral.
Esse estudo deve necessariamente estar centralizado no mais completo e
profundo tratado que já se escreveu sobre a mediunidade: O Livro dos
Médiuns, de Allan Kardec e no evangelho de Jesus.
Os presentes apontamentos devem ser tidos unicamente como uma exposição incompleta de alguns tópicos importantes, destinada a facilitar posteriores contatos com essa obra fundamental e a vasta literatura subsidiária surgida desde sua publicação, em 1861.
Os presentes apontamentos devem ser tidos unicamente como uma exposição incompleta de alguns tópicos importantes, destinada a facilitar posteriores contatos com essa obra fundamental e a vasta literatura subsidiária surgida desde sua publicação, em 1861.
No Vocabulário Espírita que forma o capítulo 32 do livro dos Médiuns, Kardec dá como
sinônimos os termos mediunidade e medianimidade, definindo-os como
"a faculdade dos médiuns". Quanto à palavra médium, Kardec
explicita o seu significado em várias passagens de suas obras, como por exemplo
nesse mesmo Vocabulário, onde se encontra esta definição sucinta:
MÉDIUM. (do latim, medium, meio, intermediário). Pessoa
que pode servir de intermediário entre os Espíritos e os homens.
Ao analisar os conceitos de médium e de mediunidade, faz notar que a palavra
médium comporta duas acepções distintas, expressas com clareza neste
trecho da Revue Spirite:
Acepção ampla:
Qualquer pessoa apta a receber ou a transmitir comunicações dos
Espíritos é, por isso mesmo, médium, quaisquer que sejam o modo empregado e o
grau de desenvolvimento da faculdade, desde a simples influência oculta até à
produção dos mais insólitos fenômenos.
Acepção restrita:
Em seu uso ordinário, todavia, esse termo tem uma aplicação
mais restrita, aplicando-se às pessoas dotadas de um poder mediador
suficientemente grande, seja para a produção de efeitos físicos, seja para
transmitir o pensamento dos Espíritos pela escrita ou pela palavra.
Quando analisamos um texto ou um discurso onde o termo médium aparece,
é importante reconhecer em qual desses sentidos está sendo empregado, a fim de
se evitarem mal-entendidos e discussões sem fundamento. Assim, por exemplo, a
afirmação feita no parágrafo 159 de O Livro dos Médiuns de que "todos [os
homens] são quase médiuns" deverá ser entendida apenas na acepção ampla
do termo, pois sabemos, pela questão 459 de O Livro dos Espíritos,
que todos somos passíveis de receber a influência dos Espíritos, ainda que sob a
forma sutil de intuição. Incorreremos em grave equívoco se concluirmos daí que
todos somos mais ou menos médiuns no sentido restrito e usual da palavra,
ou seja, se julgarmos que todos podemos produzir manifestações ostensivas, tais
como a psicofonia, a psicografia, os efeitos físicos etc.

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